Entrevistamos Olga Varela Tello, candidata à Presidência da FEPAL

Olga Varela Tello é candidata à Presidência da Federação Psicanalítica da América Latina – FEPAL, membro com funções didáticas da Asociación Psicoanalítica de Guadalajara, diretora General do Instituto Latino-americano de Psicanálise de FEPAL e IPA.

1. Qual é o significado da FEPAL para América Latina? Como você pensa o futuro de nossa Federação? 

FEPAL para a América Latina é a associação que organiza, regula e ajuda as associações latino-americanas. Acima de tudo, une aqueles que pertencem à América Latina e que constituem o pensamento psicanalítico latino-americano.

2. Em sua proposta de trabalho, que diferenças há em relação com a que já existe, e quais são as novidades em sua plataforma?

A principal reforma é a que precisou ser feita devido à pandemia que não permite mais o trabalho presencial.

Teremos que traçar as novas metas e os novos rumos que teremos que organizar, para encontrar a melhor forma de transmitir o pensamento psicanalítico com as ferramentas de que dispomos, para alcançar resultados semelhantes aos que já tínhamos.

Vamos ter excelentes plataformas que nos permitem dar seminários e às vezes nos servem para analisar e supervisionar.

3. Vários países da América Latina estão experimentando graves crises políticas que, às vezes, ameaçam os princípios democráticos e os Direitos Humanos. Como a Psicanálise pode contribuir com as Políticas Públicas?

A psicanálise tem muito a dar nessas situações, conter a angústia dos cidadãos, organizando grupos de reflexão que lhes permitem falar sobre o que está acontecendo e elaborar os sentimentos pela palavra como Freud nos ensinou.

4. Qual é o papel das instituições psicanalíticas na relação com a sociedade?

Organizar, filiar, mas acima de tudo, formar novos psicanalistas e oferecer a seus membros um espaço para continuar sua formação, apresentar trabalhos, supervisionar e compartilhar seu trabalho clínico são essenciais para o melhor desenvolvimento do psicanalista e da psicanálise.

5. Como você descreveria a produção científica da psicanálise latino-americana?

Como muito bom, me parece que precisamos de mais difusão para que a importância do pensamento psicanalítico latino-americano seja mais conhecida.

6. Como você acredita que seja a transmissão nos Institutos de Formação Psicanalítica? Existe a necessidade de mudanças nos planos de estudo devido às transformações socioculturais das últimas décadas?

Parece-me que a transmissão é muito boa, mas temos que dar mais ênfase à formação dos analistas, porque a psicanálise não se ensina, ela se transmite. É por isso que a análise do analista é o mais importante.

7. O que permanece e o que necessita ser mudado quanto à prática clínica?

A teoria da técnica permanece, com suas transformações necessárias, crescendo e desenvolvendo o que é necessário para que a psicanálise continue a se localizar no tempo e nas necessidades.

8. No entorno de polarização política que impera na América Latina… como a Psicanálise pode contribuir para o entendimento da diferença de pensamentos?

Graças à psicanálise temos sido capazes de aceitar as diferenças entre nós, pois ela nos ensina a aceitar as diferenças, quando podemos ver o outro como diferente que devemos conhecer e respeitar.

9. Conte-nos algo sobre você.

Poderia acrescentar que ser psicanalista foi e continuará a ser algo que me excita muito e me dá a oportunidade de viver intensamente. Eu realmente gosto de ajudar a treinar novos candidatos. É uma profissão de que precisas e que te dá muita libido.  

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