Uma Fronteira Viva

por Lúcia Palazzo

A FEPAL escolheu como tema central do 33º Congresso Latino-Americano de Psicanálise, em Montevidéu, em 2020, Fronteiras. Incentivados pelas contribuições de colegas e pelos acontecimentos culturais e sociais em nosso continente, criamos mais um espaço de reflexão, uma Coluna quinzenal, onde poderemos acompanhar e dialogar com os colegas da região, com os colegas de outras disciplinas e com todos os interessados neste intercâmbio cultural. Pretendemos uma fronteira viva, esboçada pelo movimento e pela luta por tonar visível a humanidade e os sentimentos de cada um que incluir aqui as suas ideias. Dialogar com o mais profundo e com o mais raso da condição humana, bordas muitas vezes indizíveis nos choques e entrelaçamentos constantes entre Eros e Tânatos.

Mariano Horenstein, em seu editorial da Revista Calibán, Margens (vol 13, n.2, 2015), fez uma análise que nos apropriamos para inauguração deste espaço de reflexão: O certo é que Margens – o tema deste número – e a própria Calibán, enquanto publicação, funcionam como uma espécie de pleonasmo, pois o lugar de enunciação desta publicação é precisamente a margem, desde o seu primeiro número, e não por capricho, nem sequer por destino – apesar de que o lugar reservado para a América Latina na representação habitual do planisfério seja justamente o da margem inferior esquerda, senão mais precisamente por escolha.

As fronteiras também podem marcar uma soberania, necessária para o avanço da civilização, por isso precisamos também falar de amor, da soberania do amor que garante o espaço de outro diferente e singular. Nas nações democráticas é a soberania (sabedoria) do povo que define o contrato social e dá poder aos seus governantes. Freud sempre mergulhado nas questões culturais afirmava que falta aos neuróticos a capacidade de amar. Lembro de Paulo Marchon, em seu texto na Revista Brasileira de Psicanálise (vol 52, n.4, 2018): Para conseguir o impossível, é preciso lutar pelo impossível com amor.

O reverso da história que pretendemos contar.

Lúcia Palazzo

Diretora de Publicações FEPAL

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