Diretoria de Comunidade e Cultura

Gestão 2018-2020

Diretora: Laura Katz (APA) Asociación Psicoanalítica Argentina
Suplente: Agustina Fernández (APA) Asociación Psicoanalítica Argentina

Acessores
-Abel Fainstein (APA) Asociación Psicoanalítica Argentina
-Magda Kohuri (SBP SP) Sociedade Brasileira de Psicoanálise de Sao Paulo
-Jani Santamaria (APM) Asociación Psicoanalítica Mexicana
-Mariano Horenstein ( APC) Asociación Psicoanalítica de Córdoba
-Moisés Lemlij (SPP). Sociedad Psicoanalítica de Perú
-Fernando Orduz (SOCOLPSI) Sociedad Colombiana de Psicoanálisis
-Gabriela Goldstein (APA) Asociación Psicoanalítica Argentina
-Adela Costas (APdeBA) Asociación Psicoanalítica de Buenos Aires
-Jorge Canteros (APA) Asociación Psicoanalítica Argentina
-Marcelo Viñar (APU) Asociación Psicoanalítica de Uruguay

Comitê Executivo
-Carolina García (APU). Asociación Psicoanalítica de Uruguay
-Maridel Canteli (SAP). Sociedad Argentina de Psicoanálisis
-Marcos Korenmblith (APdeBA). Asociación Psicoanalítica de Buenos Aires
-Margot Shrem (SPM). Sociedad Psicoanalítica de México
-José Galeano ( APdeA) . Asociación Psicoanalítica de Asunción
-Maria do Carmo Meirelles Davids do Amaral (SBP SP). Sociedade Brasileira de Psicoanálise
de Sao Paulo
-Graciela Cardo (SPP). Sociedad Psicoanalítica de Perú

Comunidade- Cultura -Psicanálise
Qual é o lugar da psicanálise na comunidade e na cultura?
A psicanálise interroga a cultura e a comunidade na medida em que ambas são construções enquadradas pela linguagem que ao mesmo tempo interrogam os sujeitos habitados pela linguagem. O pensamento sobre o social e o cultural para a psicanálise desempenha um papel fundamental, já que o processo de constituição do sujeito é por si mesmo um fato sociocultural. O sujeito percorre um longo caminho, sempre inacabado, que necessariamente requer o outro. Permite o espaço do laço social que ao mesmo tempo é um espaço político. Pensar a comunidade desde essa perspectiva é pensar as formas do laço social como construções que atuam como estruturas simbólicas que compõem o tecido humano, fundamentais para o apoio da subjetividade. A comunidade e a cultura se combinam em íntima relação, numa simultaneidade que orienta e determina a construção e a apreensão do mundo exterior.

Onde a psicanálise encontra aberturas institucionais e desde seus postulados teóricos para intervir na comunidade e na cultura?
Os novos modos de subjetivação nos forçam a reconfigurar nossos conceitos e/ou também reformula-los para poder dar respostas. É impossível pensar que a psicanálise não seja transformada por estas novas realidades. O efeito dessas transformações pode dar lugar a novas teorizações, novas práticas e novos espaços de intervenção psicanalítica, que implicam tanto um crescimento e uma extensão de nossa disciplina, como também pode produzir efeitos na sociedade.
Manter uma geografia ampliada, aberta a outras regiões no que diz respeito à cultura e à nossa disciplina, se torna fundamental para poder seguir dando lugar a diferentes vozes tanto latino-americanas como do resto do mundo. Extender as fronteiras para instalar este diálogo intercultural e intracultural permitirá não só abrir os conceitos psicanalíticos, como também revisar nossa prática para que a mesma possa ser enriquecida. Esse desafio implica, ao mesmo tempo, questionar nossas certezas para poder acompanhar os tempos atuais.
Então com que herança psicanalítica contamos hoje para fazer esse percurso?
Sabemos que a palavra freudiana forma parte de nossa herança, nossa tarefa é posicioná-la de um modo diferente para poder mantê-la viva. Se recorremos à obra freudiana, é evidente que a mesma atravessou fronteiras e instalou ligações férteis provenientes de outros universos culturais e de outras disciplinas, produzindo no interior do mesmo diferentes sonoridades.
Desde esta perspectiva, com que outros discursos dialoga a psicanálise?
Um campo onde vemos um intercâmbio relevante é alcançado com a literatura, o teatro, o cinema e as artes plásticas. Ali se instala um espaço que enriquece tanto os postulados teóricos como a clínica.
Outro cruzamento possível é entre o discurso psicanalítico e o discurso pedagógico. Se bem pertencem a campos de conhecimento diferentes, ambos operam com a palavra e com os sujeitos, produzindo pontos de interrogação e reflexão.
Como sujeitos desta época, somos testemunhas das mudanças em relação ao lugar da mulher, aos distintos modelos de família nuclear, à difusão e aumento das práticas em biotecnologia e aos efeitos que isso tem, tanto nos conceitos de maternidade e paternidade, como nos de escolhas sexuais, de gênero, e também no modelo de família. O que tem a psicanálise para dizer e se interrogar tanto na clínica como na teoria?
A temática das migrações põe a psicanálise nas novas coordenadas da época. Que lugar dar ao outro, ao estrangeiro, tendo em conta que a chegada do outro nos força a criar um discurso que dê conta desse outro diferente. Qual é a especificidade que adota o fenômeno migratório na América Latina? E em outras regiões?
Os campos comunitários são onde os vínculos gerados em seu interior tem um efeito direto na produção da subjetividade. Hoje eles recebem as consequências lançadas pelos processos de fragmentação e exclusão social. O trabajo de escuta, posição que se encontra nos fundamentos da psicanálise, poderá ativar os recursos necessários para que nesses espaços comunitários a palavra possa circular e dessa maneira dar ao sujeito a possibilidade de armar laço social através do suporte que lhe proporcionam seus outros. Não há subjetivação desejante sem laço social.
Como parte da diretoria da FEPAL, em posição de Diretora de Comunidade e Cultura, desejei apresentar as atividades que nos propomos a levar adiante durante a gestão 2018-2020 de acordo com cinco eixos :
1. Eixo Linguagem, Cultura e Psicanálise
2. Eixo Educação e Psicanálise
3. Eixo Configurações Familiares, Gênero e Psicanálise
4. Eixo Comunidades e Migrações na América Latina e Psicanálise
5. Eixo Programas Comunitários e Psicanálise

Sociedad Iberoaméricana de Salud Mental en Internet

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Federación Psicoanalítica de América Latina.
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