CASAIS EM ANÁLISE

Resistências de ligação, ancoragem subjetiva, mudança subjetiva

HÉCTOR ALBERTO KRAKOV

Nossos outros significativos [pais, irmãos, família próxima] nos dão um lugar no mundo intersubjetivo, impondo-nos uma certa subjetividade. É por isso que a localização inicial que temos vem de nossa posição filial. Eu chamo o lugar que ocupamos: “posição de sujeito”; no duplo sentido de subjetividade e sujeição a esses outros. No decorrer da vida, temos posições diferentes, dependendo dos vínculos que estabelecemos. Se for instalado excessivamente em uma determinada posição, eu o chamo de “ancoragem subjetiva”. Com a idéia de ancoragem, tomo como modelo a âncora na versão náutica. Um barco, sendo ancorado, é fixado a um determinado lugar, tem movimentos limitados dependendo do comprimento da c que o segura, e se imaginássemos que poderia se mover, ele o faria apenas em círculos ou pequenas distâncias.

Quando formamos o vínculo de um casal, o fazemos inicialmente instalado em uma posição filial, da qual devemos “pesar âncora” para acessar o novo local. Eu penso nesta passagem como um “movimento subjetivo”. Nem sempre é fácil realizar este movimento porque ele depende do grau em que estivermos “ancorados” na posição anterior. Chamo de “resistências de ligação” as formas clínicas que respondem por essa fixidez. Tais resistências geralmente existem na base das crises do casal.

 Embora todos os capítulos do livro tenham exemplos clínicos, o sentido não era oferecer <<casos>> mas para expor momentos de entrevistas ou sessões que ajudem o leitor a visualizar o intercâmbio entre os pacientes e o analista, ou dos membros dos casais entre si.  A expectativa era, portanto, de dar mais clareza às propostas conceituais que ele queria transmitir, para que quem as lesse pudesse se referir a experiências pessoais ou de escritório.

Finalmente, eu gostaria que você gostasse de ler este livro, como foi agradável para mim escrevê-lo.

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